20 de dezembro de 2012

Resenha de "Dona Casmurra e Seu Tigrão" de Ivan Jaf

Atenção! Essa resenha pode conter spoilers.


- De que você tá falando?
- Do amor,cara. Você gosta da Pâmela.
- É.
- E o Machado descreveu a sensação, não foi?
- É.
- "Essa revelação da consciência a si própria..." Você entendeu o que ele quis dizer com isso? Eu acho que é o que tá acontecendo com você, Barrão. O amor faz a gente se revelar a si mesmo. Compreende isso? Na maior parte do tempo nós inventamos que somos um personagem, vivemos esse personagem, usamos uma máscara... tudo isso pros outros. Mas o amor faz cair essa máscara, cara. Temos que ser verdadeiros. Temos de nos descobrir. Não pra usar máscara com quem a gente ama. Temos que ser verdadeiros. Temos de nos descobrir. Não dá pra usar máscara com quem a gente ama. Simplesmente, é um recurso que não funciona.

Nessa releitura de Dom Casmurro, duas histórias são acompanhadas paralelamente: a de Barrão, e a de Bentinho, protagonista de Dom Casmurro, escrito por Machado de Assis. Após ter um ataque de fúria ao ouvirem chamar sua namorada de Pâmela Capitu, Barrão agride um homem e perde todas as pessoas que eram próximas dele. Quase reprovando em Língua Portuguesa, ele decide ler o livro do bimestre: Dom Casmurro. Para isso, conta com a ajuda de Lu para conseguir entender alguma coisa dessa história cujo tema principal é o ciúme.

Se dependesse da capa e do título, eu jamais teria livro esse livro, mas só acabei lendo porque estava precisando de nota. O legal foi que, por ser uma releitura de Dom Casmurro, um livro que nunca tive ideia de como era ou não era, eu acabei conhecendo um pouco dessa grande história, que até então, eu desconhecia. A leitura fluiu muito rapidamente, e quando eu percebi, já tinha acabado, porém, os trechos de Dom Casmurro que aparecem no livro são bem confusos. Esse é um livro de muito prós e muitos contras, sendo meio monótono também por se passar eu praticamente só um ambiente.

O livro gira em torno do ciúme do Barrão, e sinceramente, por mim, eu já teria internado aquele cara num hospício. Ele era totalmente descontrolado, raivoso e ciumento, e acho que foi por isso que eu não gostei dele. A história teria sido melhor se o personagem fosse um pouco diferente, mas por outro lado, o bom de ter personagens que não simpatizamos num livro, é que podemos vê-lo evoluindo no decorrer da história. A Lu já era mais queridinha, apesar de ser meio gótica e, o que eu mais gostei na personagem foi sua sinceridade, pois ela falava coisas para o Barrão, que obviamente eram verdade, mas que ninguém tinha coragem de falar.

Foi um livro bem legal, uma grande oportunidade onde pude conhecer o clássico Dom Casmurro, mesmo que tenha sido um tanto confuso. Porém, muitas coisas no livro poderiam ser melhoradas e outras ficaram muito boas no contexto da história.

3 comentários:

  1. cara faz um rsumo do livro,nao o que tu axou.¬¬

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  2. axo que vc n leu RESENHA né fera ?

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  3. se vc nao percebeu isso é uma resenha brother

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