8 de agosto de 2012

Resenha de "Estilhaça-Me" de Tahereh Mafi

Atenção! Essa resenha contém spoilers.


Sem mais línguas estúpidas e histórias estúpidas e quadros estúpidos colocados sobre a lareira. Sem mais Natal, sem mais Hanukkah, sem mais Ramadã e Diwali. Não falar sobre religião, crença, convicções pessoais. As convicções pessoais. As convicções pessoais foram o que quase nos matou, era o que eles diziam.
Convicções, prioridades, preferências, preconceitos e ideologia dividiram-se. Iludiram-nos. Destruíram-nos.
Necessidades egoístas, vontades e desejos precisavam ser apagados. Ambição, excessos e gula tinham de ser expurgados do comportamento humano. A solução estava no autocontrole, no minimalismo, nas condições parcas de vida. Uma linguagem simples e um dicionário novo em folha, repleto de palavras que todo mundo entenderia.

Sabe, eu me impressionei bastante com a Tahereh Mafi. É bem difícil de imaginar que Estilhaça-Me é seu livro de estreia, porque ele é muito bom mesmo. A história é muito criativa, a narrativa é uma delícia e os personagens são muito bem descritos, tendo cada um uma forte e única personalidade. É tão gostoso de ler, que eu devorei esse livro em exatamente um dia. Isso que ele tem 300 e pouquinhas páginas. Estou louca para ler o próxima livro da trilogia. A Tahereh realmente tem um grande potencial e eu acredito nela.

Juliette está a exatamente 264 dias aprisionada, sozinha, em um lugar completamente isolado de tudo e de todos, tentando diariamente se convencer de que ela não louca e que apenas possui um dom especial. Juliette possui um toque letal e por isso, se considera um monstro e não consegue se aceitar de jeito nenhum. A última vez que tocou alguém, foi considerado um assassinato, mesmo que ela só estivesse tentando ajudar um garotinho. Seus pais a abandonaram e Juliette se sente sozinha e ainda por cima, o Restabelecimento está tentando tirar vantagem desse seu poder para toturar pessoas, mas será que é isso mesmo o que Juliette quer?

O que foi realmente emocionante no livro, é que ele meio que começa num clímax e deve ser por isso que você não consegue largar dele um minuto. E, mesmo que o começo seja mega bom, no decorrer da história o livro não vai perdendo a qualidade, porque a cada página, é uma caixinha de surpresas. O que me deixou revoltada na obra, é que a Juliette não usa seu poder para machucar ninguém, mesmo o Warner, que é um chato e pé na bunda, então esse rótulo de ser sempre a boa moça deveria de ser perdido, porque é realmente um saco. Outra coisa ruim do livro é que a capa não tem nada a ver com a história. No meu ver pelo menos ficou bem sem noção com aquela chuvinha atrás. Aquela coisa de repetir a palavra três vezes eu também achei meio nada a ver. Nada contra, só que eu não entendi elas no contexto.

No final, a Juliette e o Adam vão ficando meio melosinhos, então, eu acredito que o livro tenha dado uma recaída, mas nada tão horroroso que você não pode ver a capa do próximo. O personagem que mais me chamou foi a atenção foi o Warner. Não por ele ser chato e tudo mais, mas pelo simples fato de que ele tem características de psicopata. Sério, quando ele aparecia na obra, me remetia muito a um (isso é o que dá assistir muito Criminal Minds). O que eu realmente detestava nele, é que ele vivia sempre colado na Juliette e também por causa que ele usava o poder de uma forma muito errado, e isso me dá muita raiva mesmo. Mas, eu mal posso esperar pelo próximo livro da trilogia.

3 comentários:

  1. Menina, tô entrando num desespero aqui, porque já tô lendo uns 4 livros ao mesmo tempo e quero ler mais esse!

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  2. Esse livro talvez vá parar á minha wishlist
    Love, Fofocas Literárias

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  3. *-* Tudo que quero nesse exato momento é ler esse livro, pq fui ler essa resenha heim? rsrs Já tô lendo um bem legal tbm.

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